Fevereiro Laranja: Projeto europeu que explica tratamento da leucemia infantil de forma lúdica chega ao IMIP

Fevereiro Laranja: Projeto europeu que explica tratamento da leucemia infantil de forma lúdica chega ao IMIP

Fevereiro Laranja: Projeto europeu que explica tratamento da leucemia infantil de forma lúdica chega ao IMIP

Por Aracely Nóbrega
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Fevereiro Laranja marca a chegada ao Brasil do Projeto Polaris, iniciativa europeia que transforma a jornada de tratamento da leucemia linfoblástica aguda (LLA) em uma experiência mais lúdica e educativa. O Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira (IMIP), referência nacional no tratamento de câncer infantil, anuncia a adoção dessa ferramenta composta por vídeos, recursos visuais e mapas em formato de jogos de tabuleiro, que explicam cada etapa do tratamento desse tipo de câncer, de forma acessível para crianças, familiares e cuidadores.

Sucesso em países como Itália, França e Alemanha, o Polaris já está traduzido para 12 idiomas e está sendo implementado em 41 hospitais e centros oncológicos brasileiros, a maioria vinculada ao SUS, beneficiando cerca de 1.200 crianças por ano. “A leucemia linfoblástica aguda é o tipo mais prevalente em crianças e adolescentes e exige protocolos padronizados e suporte integral para garantir altas taxas de cura.

Segundo estimativa do Instituto Nacional do Câncer (INCA), os cânceres infantojuvenis somarão cerca de 7.930 novos casos por ano no triênio 2023–2025. Em Pernambuco, são registrados cerca de 450 novos casos de câncer infanto-juvenil por ano

O atual protocolo do Grupo Brasileiro de Tratamento das LLA Infantil foi concebido a partir do tratamento desenvolvido no IMIP, em parceria com o St. Jude Children’s Research Hospital (EUA), que obteve taxas de cura acima de 80%, podendo chegar a 96% em casos de baixo risco, superando a média nacional, inferior a 70%.

O Polaris chega para apoiar médicos, pacientes e famílias, tornando o tratamento mais compreensível e menos assustador para os pequenos”, afirma a Dra. Mecneide Mendes, coordenadora da Oncologia Pediátrica do IMIP.

De acordo com a oncologista, a LLA corresponde a 80% das leucemias que ocorrem nas crianças (30% do câncer infantil). A instituição atende 60% das leucemias infantis em Pernambuco, e cerca de 50% de todos os casos de câncer pediátrico no Estado, oferecendo abordagem multidisciplinar que inclui quimioterapia, radioterapia, suporte psicossocial, odontológico e educacional. São cerca de 1.500 consultas mensais para pacientes com suspeita ou diagnóstico de câncer infantojuvenil, além de 31 leitos de enfermaria e seis de UTI.

Durante o tratamento, que pode durar cerca de três anos, as crianças passam por hospitalizações frequentes, exames invasivos, punções lombares e infusões de quimioterapia. Para facilitar o entendimento dessas etapas, o Polaris utiliza ícones, personagens e ilustrações que transformam o processo em fases de um jogo, permitindo que médicos e equipes de saúde expliquem de forma clara e acolhedora cada momento da jornada terapêutica.

Assim como na Europa, o Polaris chega ao Brasil com o apoio da farmacêutica Servier, que financiou o projeto original da Sociedade Europeia de Oncologia Pediátrica (SIOP Europe).  Atualmente, o Polaris é utilizado em 14 países e, com a adesão de 41 centros brasileiros, o Brasil se tornará o país com maior capilaridade do projeto no mundo. Aqui, o conteúdo foi adaptado e traduzido pelo Grupo Brasileiro de Tratamento da Leucemia Infantil (GBTLI), grupo formado por hematologistas, oncologistas e pesquisadores brasileiros para padronização do protocolo terapêutico adotado nos casos de Leucemia Linfoblástica Aguda (LLA) em crianças e adolescentes.

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