IMIP participa de lançamento de projeto de rastreamento do câncer do colo do útero no Pará

IMIP participa de lançamento de projeto de rastreamento do câncer do colo do útero no Pará

IMIP participa de lançamento de projeto de rastreamento do câncer do colo do útero no Pará

Por Juliana Guerra
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O município de Marituba, na Região Metropolitana de Belém (PA), lançou nesta quinta-feira (9) o Projeto de Rastreamento do Câncer do Colo do Útero (CCU), iniciativa voltada para fortalecer a prevenção e o diagnóstico precoce da doença no Estado. O IMIP esteve representado pela superintendente de Atenção à Saúde, Adriana Scavuzzi, e pela coordenadora do Centro de Assistência de Alta Complexidade em Oncologia – CACON da instituição, Jurema Teles, responsável pelo projeto “Útero é Vida”, desenvolvido pela OPAS/OMS em conjunto com o Ministério da Saúde. “Esta é uma iniciativa de destaque que visa a eliminação do câncer de colo do útero, focando em vacinação contra o HPV, rastreio com teste molecular e diagnóstico rápido”, afirmou Adriana Scavuzzi.

A ação resulta da parceria entre o IMIP, o Ministério da Saúde, a Secretaria Estadual do Pará – Sespa, a Secretaria Municipal de Saúde de Marituba e o Hospital Divina Providência. Para Jurema Teles, “a eliminação do câncer do colo do útero precisa ser reconhecida como uma pauta de justiça social, especialmente em territórios mais vulneráveis às desigualdades ambientais”. Ela destacou ainda que mais de 60 países ainda têm o câncer do colo do útero como a principal causa de morte por neoplasia entre mulheres.”Precisamos do comprometimento de todos nessa causa”, afirmou.

O projeto será implementado com o uso da tecnologia de RT-PCR para detecção do HPV (DNHPV), método mais sensível e eficaz para identificar precocemente alterações que podem evoluir para o câncer. A estratégia amplia o acesso ao diagnóstico, especialmente entre mulheres de 30 a 49 anos, faixa etária com maior incidência da doença.

A iniciativa é considerada estratégica diante do cenário epidemiológico da Região Norte, que apresenta as maiores taxas de mortalidade por esse tipo de câncer no país. Segundo dados da Sespa, a estimativa para 2026 é de aproximadamente 900 novos casos e cerca de 110 óbitos anuais, muitos deles entre mulheres em idade economicamente ativa. Outro dado preocupante é que cerca de 60% das pacientes chegam aos serviços de alta complexidade já em estágio avançado.

De acordo com a Dra. Jurema, o câncer do colo do útero é altamente prevenível, desde que haja acesso às estratégias corretas. Entre elas, estão a vacinação contra o HPV, indicada para jovens de 9 a 19 anos, a realização do exame citopatológico (Papanicolau) para mulheres de 25 a 64 anos e a adoção de hábitos saudáveis, como alimentação equilibrada, prática de atividade física e abandono do tabagismo.

O evento reuniu representantes do Ministério da Saúde, da Sespa e do IMIP, referência na implementação da estratégia no país e com altos índices de cobertura de coleta de DNHPV.

Fonte: Ascom SESPA

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