Desconforto após refeições pode indicar intolerância alimentar, alerta especialista do IMIP

Desconforto após refeições pode indicar intolerância alimentar, alerta especialista do IMIP
Sensações como inchaço, gases e mal-estar depois de comer podem estar relacionadas à intolerância alimentar, condição que muitas vezes passa despercebida e pode atrasar o diagnóstico. A dificuldade em reconhecer os sinais e associá-los a determinados alimentos é um dos principais desafios nesses casos.
“A intolerância alimentar é algo muito variável. Cada paciente reage de uma forma e, muitas vezes, é difícil identificar, porque a pessoa pode achar que foi apenas um desconforto pontual ou algo que não fez bem naquele dia”, explica a nutricionista do Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira (IMIP), Raphaella Cardoso. “Nem sempre que você consome determinado alimento vai sentir o desconforto, e isso acaba confundindo ainda mais”, acrescenta.
A intolerância alimentar ocorre quando o organismo apresenta dificuldade em digerir ou metabolizar certos alimentos, muitas vezes presentes na rotina alimentar. Diferente da alergia alimentar, que envolve o sistema imunológico e costuma se manifestar com maior frequência na infância, a intolerância está geralmente relacionada à deficiência de enzimas digestivas e pode surgir ao longo da vida adulta. Entre os casos mais comuns estão a intolerância à lactose e ao glúten.
Os sintomas variam e frequentemente são confundidos com outras condições, incluindo diarreia, distensão abdominal, excesso de gases, cólicas, náuseas, enxaqueca e fadiga. Diante da suspeita, a orientação é buscar avaliação profissional antes de qualquer mudança na dieta. “O primeiro passo é procurar um nutricionista ou médico. Evitar retirar alimentos por conta própria é fundamental, porque isso pode levar a deficiências nutricionais. O mais importante é não se basear apenas em informações da internet. Cada caso é único e precisa de acompanhamento adequado”, orienta.
O tratamento da intolerância alimentar é individualizado e, em geral, envolve a redução ou exclusão do alimento causador, sempre com orientação profissional, a fim de controlar os sintomas e manter a qualidade de vida.


