Dia do Uso Racional de Medicamentos: IMIP alerta para riscos da automedicação

Dia do Uso Racional de Medicamentos: IMIP alerta para riscos da automedicação
No Dia Nacional do Uso Racional de Medicamentos, celebrado nesta terça-feira (05), especialistas do Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira (IMIP) reforçam para os perigos da automedicação, prática comum entre os brasileiros, que pode trazer riscos significativos à saúde e comprometer o diagnóstico e o tratamento adequado de diversas doenças.
Para celebrar a data, o IMIP realizou, em parceria com a Faculdade Pernambucana de Saúde – FPS, ação de conscientização sobre o tema, com aferição de pressão, glicemia, orientações e coletor para descarte de medicamentos vencidos. É sabido que tomar medicamentos por conta própria, sem orientação profissional, é considerado um dos principais riscos silenciosos à saúde.



Apesar de frequentemente associado ao alívio rápido de sintomas como dor ou mal-estar, o uso inadequado pode provocar efeitos adversos, interações medicamentosas, agravar quadros clínicos e até mascarar doenças mais graves. “Muitas vezes, o paciente tenta resolver rapidamente o desconforto sem investigar a causa. O problema é que o uso sem orientação pode não apenas ser ineficaz, mas também provocar reações adversas e agravar o quadro clínico”, explica a farmacêutica do IMIP, Ítala Nóbrega.
De acordo com a profissional, a busca por soluções imediatas contribui para esse comportamento. Entre os principais riscos estão a sobrecarga de órgãos como fígado e rins, especialmente quando há associação de diferentes substâncias. Outro ponto de atenção é a falsa sensação de segurança, já que medicamentos de uso comum, como analgésicos e anti-inflamatórios, são frequentemente utilizados sem prescrição, o que pode levar a complicações quando usados de forma repetida ou em doses inadequadas.
A especialista reforça que todo medicamento deve ser utilizado com indicação adequada. “O uso correto garante segurança e eficácia no tratamento. A automedicação não é uma forma de cuidado, é um risco”, destaca Ítala Nóbrega. Ela orienta que, ao apresentar sintomas, a pessoa deve procurar um profissional de saúde. “Identificar a causa do problema e seguir recomendações seguras são medidas fundamentais para um tratamento eficaz e responsável”, finaliza.


