Dia da Conscientização contra a Obesidade Infantil reforça importância da prevenção desde os primeiros anos de vida

Dia da Conscientização contra a Obesidade Infantil reforça importância da prevenção desde os primeiros anos de vida
Celebrado em 3 de junho, o Dia da Conscientização contra a Obesidade Infantil chama atenção para um problema de saúde pública que vem crescendo no Brasil e no mundo. O aumento dos casos está relacionado a mudanças nos hábitos alimentares e no estilo de vida das crianças, com maior consumo de alimentos ultraprocessados e redução da prática de atividades físicas.
Embora fatores genéticos possam influenciar o desenvolvimento da obesidade, o ambiente em que as crianças vivem hoje tem papel decisivo nesse cenário. “O principal fator responsável por esse aumento é o ambiente marcado pelo maior consumo de alimentos ricos em gorduras, açúcares e sódio, além da redução da atividade física e do aumento do tempo de tela entre crianças e adolescentes”, explica a endocrinologista pediátrica do IMIP, Ana Carla Neves.
O excesso de tempo em celulares, tablets, computadores e televisão é um dos aspectos que mais preocupam os especialistas. “O excesso de tela reduz o tempo disponível para atividades físicas, favorece hábitos alimentares inadequados e pode prejudicar o sono, fatores que atuam de forma integrada no desenvolvimento da obesidade infantil”, destaca a médica. “O principal sinal de alerta é quando o ganho de peso acontece de forma desproporcional ao crescimento da criança. Por isso, o acompanhamento pediátrico regular é fundamental para identificar precocemente alterações na curva de crescimento”, orienta.
A obesidade infantil pode antecipar o surgimento de doenças como diabetes tipo 2, hipertensão arterial, alterações do colesterol, doenças cardiovasculares e problemas hepáticos. Ainda de acordo com a especialista, quanto mais cedo a obesidade se instala, maior é o tempo de exposição do organismo aos seus efeitos. Isso faz com que doenças que normalmente apareceriam apenas na vida adulta possam surgir ainda na adolescência ou no início da idade adulta.
Além dos impactos físicos, a condição também pode afetar a saúde emocional, favorecendo situações de preconceito, bullying, baixa autoestima, ansiedade e isolamento social. Por isso, o tratamento da obesidade infantil vai além da perda de peso e envolve mudanças sustentáveis nos hábitos de vida, com participação ativa da família e acompanhamento multiprofissional.
No IMIP, crianças e adolescentes com casos mais complexos recebem atendimento especializado por equipe formada por médicos, nutricionistas, psicólogos e enfermeiros. “Quando profissionais de diferentes áreas, família e escola trabalham juntos, as chances de sucesso são significativamente maiores”, conclui a endocrinologista.


