IMIP chama a atenção sobre as consequências da automedicação

IMIP chama a atenção sobre as consequências da automedicação
O Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira (IMIP) alerta para os riscos da automedicação, prática comum entre os brasileiros e que pode trazer sérias consequências para a saúde. Segundo a farmacêutica do IMIP, Ítala Nóbrega, muitas pessoas, em busca de aliviar sintomas de dor e desconforto, repetem a dose do medicamento já prescrito em consultas anteriores, recorrem a receitas encontradas na internet ou seguem “dicas” de vizinhos. “Existe o risco de intoxicação medicamentosa, de mascarar uma outra doença ou até o agravamento de uma internação hospitalar”, afirma.
O Brasil está entre os dez países que mais consomem medicamentos no mundo, cenário agravado pelo elevado número de farmácias que surgem nas cidades e pela cultura da automedicação, já enraizada na população. “É comum que famílias mantenham em casa verdadeiras “farmácias”, o que aumenta ainda mais o risco do uso inadequado”, explica a farmacêutica.
De acordo com Dra. Ítala, usar medicamentos de forma correta implica em ter um diagnóstico e a melhor escolha terapêutica para o tratamento, a definição do tempo de tratamento com orientações para a administração correta. “Além disso, deve-se orientar sobre o que fazer com o que sobra da medicação e até mesmo com as embalagens, abordando também o descarte desse produto”, explica.
O conceito de Uso Racional de Medicamentos foi definido pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em 1985 e inclui, além da prescrição adequada, a escolha de tratamentos com menor custo, garantindo acesso e adesão. No Brasil, a Lei nº 9.787 de 1999 estabeleceu a produção e comercialização de medicamentos genéricos, ampliando a concorrência no mercado farmacêutico e permitindo que diferentes laboratórios ofereçam medicamentos com a mesma substância ativa. Essa medida foi fundamental para democratizar o acesso a tratamentos eficazes e acessíveis.


