Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência: reabilitação no IMIP devolve autonomia e transforma vidas

Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência: reabilitação no IMIP devolve autonomia e transforma vidas

Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência: reabilitação no IMIP devolve autonomia e transforma vidas

Por Natália Santos
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Nesta segunda-feira (21.09) é celebrado o Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência, data que reforça a importância da inclusão, da acessibilidade e da garantia de direitos. Referência em Pernambuco na Rede de Cuidado à Pessoa com Deficiência do Sistema Único de Saúde (SUS), o Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira (IMIP) se destaca pelo trabalho promovido no Centro Especializado em Reabilitação (CER IV), focado em devolver a funcionalidade e a autonomia aos pacientes em suas rotinas diárias.

A reabilitação no CER IV é conduzida por uma equipe multiprofissional formada por fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais, fonoaudiólogos, psicólogos, nutricionistas e assistentes sociais. O objetivo principal do serviço é o de restaurar a independência e a participação social, respeitando o potencial e as metas de cada indivíduo. Segundo a fisioterapeuta do Centro, Raquel Buarque, o processo tem início com uma avaliação detalhada das capacidades e limitações do paciente, levando em consideração o contexto do ambiente em que vive e sua rede de convivência.

A partir dessa análise, são estabelecidas metas progressivas que envolvem desde o treino de mobilidade até a adaptação de ambientes, indicação de tecnologias e orientação aos familiares. “A reabilitação não significa necessariamente a busca por uma ‘cura’ no sentido tradicional, mas sim a construção de novas formas de realizar as atividades cotidianas, permitindo que o paciente retome o protagonismo sobre a própria vida”, explica Raquel.

A força desse trabalho se reflete na trajetória de pessoas como Patrícia Alves Cardoso, de 48 anos. Ex-promotora de vendas, Patrícia ficou tetraplégica após sofrer um acidente que lesionou as vértebras C6 e C7. O impacto inicial da perda de mobilidade trouxe um período de dor e difíceis adaptações. A virada de chave veio quando ela encontrou a oportunidade de se tratar no CER IV e percebeu que havia perspectiva além do sofrimento.

“Quando você começa a frequentar a reabilitação, vê que tem vida após aquela situação; percebe que as pessoas saem, dançam e se divertem. Para mim, o problema nunca foi a condição em si, mas a dependência de alguém. A minha obrigação passou a ser tentar melhorar para não depender dos outros”, relata Patrícia.

No começo do tratamento no IMIP, ela apresentava mobilidade reduzida restrita à região do pescoço. Contudo, com o suporte contínuo da equipe e a disciplina nos treinos diários em casa, hoje ela recuperou a independência para realizar quase tudo o que fazia antes, como cozinhar, lavar roupas, trocar-se e fazer a própria sondagem vesical.

Patrícia afirma que o segredo do ganho de autonomia está em manter a rotina de exercícios no cotidiano para evitar o encurtamento muscular e preservar as conquistas alcançadas. “O IMIP me deu a oportunidade. A reabilitação é uma manutenção constante; quanto mais você faz, em casa ou no centro, mais você ganha em liberdade, dignidade e autonomia”, acrescenta a paciente.

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