Outubro Rosa: IMIP chama a atenção para os sinais de alerta do câncer de mama e reforça que o cuidado não deve ser restrito a uma determinada faixa etária

Outubro Rosa: IMIP chama a atenção para os sinais de alerta do câncer de mama e reforça que o cuidado não deve ser restrito a uma determinada faixa etária

Outubro Rosa: IMIP chama a atenção para os sinais de alerta do câncer de mama e reforça que o cuidado não deve ser restrito a uma determinada faixa etária

Por Natália Santos
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A tradicional campanha do Outubro Rosa reforça todos os anos a importância da prevenção e do diagnóstico precoce e tratamento adequado do câncer de mama. A idade é um dos principais fatores de risco para a doença, e sua incidência aumenta progressivamente com o envelhecimento. Embora a maioria dos casos ocorra em mulheres a partir dos 50 anos, o câncer de mama também pode acometer mulheres mais jovens. Por isso, o IMIP chama a atenção aos sinais e sintomas, e reforça que o cuidado não deve ser restrito a uma determinada faixa etária.

“É importante desmistificar a ideia de que câncer de mama é uma doença exclusiva de mulheres mais velhas. Sabemos que o risco aumenta com a idade e que a maior parte dos casos ocorre após os 50 anos, mas mulheres jovens também podem desenvolver a doença. Por isso, independentemente da idade, qualquer alteração suspeita ou persistente na mama deve ser investigada. O diagnóstico precoce amplia as possibilidades de tratamento e está associado a melhores desfechos, com maior chance de cura “ alerta Marcia Pedrosa, mastologista e coordenadora do Centro de Mama do IMIP.

Considerado o tipo de câncer mais incidente entre as mulheres brasileiras, excluindo os tumores de pele não melanoma, a doença deve registrar 78.610 novos casos por ano no Brasil no triênio 2026-2028, segundo estimativa do Instituto Nacional de Câncer (INCA). O número corresponde a um risco estimado de 71,57 casos novos a cada 100 mil mulheres. 

Marcia Pedrosa, coordenadora do Centro de Mama do IMIP

O aparecimento de um nódulo não significa necessariamente que exista um câncer. No entanto, diante de uma alteração nova ou persistente, é importante procurar um serviço de saúde para avaliação. Além do nódulo mamário, alterações na pele da mama, retração do mamilo, saída espontânea de secreção pelo mamilo e aumento de linfonodos na região das axilas estão entre os sinais que merecem investigação. De acordo com o INCA, o reconhecimento dos sinais e sintomas e o acesso rápido à investigação diagnóstica são estratégias fundamentais para a detecção precoce da doença.

Nem todo nódulo é câncer, mas todo sinal suspeito precisa ser avaliado. E é importante diferenciar a mamografia de rastreamento  de uma alteração clínica. O rastreamento segue recomendações de acordo com a idade e o risco de cada mulher, mas, diante de um sinal ou sintoma suspeito, a investigação deve ser realizada independentemente da idade”, explica Marcia Pedrosa. Quando falamos em prevenção, não estamos falando apenas de exames. Há fatores de risco que podemos modificar ao longo da vida. Manter-se fisicamente ativa, evitar o excesso de peso e reduzir o consumo de álcool são medidas importantes. Ao mesmo tempo, precisamos deixar claro que não existe uma forma de eliminar completamente o risco. Por isso, informação, acompanhamento adequado e acesso rápido à investigação quando surge alguma alteração continuam sendo fundamentais”, ressalta a mastologista. 

Referência nacional em saúde da mulher, o IMIP é o único Centro de Assistência de Alta Complexidade em Oncologia (CACON) de Pernambuco. Na área de mastologia, a instituição realiza cerca de 1.500 atendimentos mensais e mais de 10 mil mamografias por ano, reunindo assistência especializada e equipe multidisciplinar para o cuidado das pacientes. 

Para Marcia Pedrosa, o Outubro Rosa representa uma oportunidade de ampliar o acesso à informação e estimular uma relação mais próxima das mulheres com os serviços de saúde. “Nosso desejo é que o cuidado não fique restrito ao mês de outubro. O Outubro Rosa é uma oportunidade para lembrar que a saúde da mulher precisa ser acompanhada durante todo o ano. Quanto mais cedo uma alteração é identificada e investigada, maiores são as possibilidades de oferecer o tratamento adequado no momento certo”, finaliza.

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