Dia Mundial da Alergia: diagnóstico precoce é fundamental para evitar crises e garantir qualidade de vida às crianças

O diagnóstico precoce permite iniciar o tratamento adequado, reduzindo o risco de crises, complicações e internações. Foto: Magnific
O diagnóstico precoce permite iniciar o tratamento adequado, reduzindo o risco de crises, complicações e internações. Foto: Magnific

Dia Mundial da Alergia: diagnóstico precoce é fundamental para evitar crises e garantir qualidade de vida às crianças

Por Gustavo Henrique
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O Dia Mundial da Alergia, celebrado amanhã (08.07), reforça a importância da conscientização sobre as doenças alérgicas, que vêm aumentando entre crianças nas últimas décadas. Rinite alérgica, asma, dermatite atópica e alergias alimentares estão entre as condições mais frequentes e, quando diagnosticadas precocemente, podem ser controladas, garantindo mais qualidade de vida aos pacientes.

“Muitas vezes, a criança não está ‘sempre gripada’. Espirros frequentes, nariz entupido, coceira no nariz, tosse persistente, principalmente à noite ou durante atividades físicas, chiado no peito e falta de ar são sinais que merecem atenção e podem indicar uma doença alérgica ainda não diagnosticada”, alerta o alergologista pediátrico do Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira (IMIP), Matheus Brandt.

Segundo o especialista, o crescimento dos casos está relacionado à combinação entre predisposição genética e fatores ambientais. “Poluição, exposição à fumaça do cigarro, alterações na microbiota intestinal, uso inadequado de antibióticos, mudanças nos hábitos alimentares e maior exposição aos ácaros são alguns dos fatores associados ao aumento das doenças alérgicas na infância”, explica.

O diagnóstico precoce permite iniciar o tratamento adequado, reduzindo o risco de crises, complicações e internações, além de proporcionar mais qualidade de vida para a criança e sua família. O médico também chama atenção para alguns mitos que ainda geram dúvidas entre pais e responsáveis. “Sorvete não causa alergia nem piora rinite ou asma. Banho de chuva também não provoca alergias. O que pode desencadear sintomas são infecções virais ou mudanças bruscas de temperatura. Ar-condicionado e ventilador também não causam alergias. O problema é quando os filtros estão sujos ou quando o ventilador levanta poeira com ácaros, importantes desencadeantes das crises”, esclarece.

Outro tema que costuma gerar insegurança entre as famílias é a convivência com animais de estimação. “Nem toda criança alérgica é alérgica aos animais de estimação. A decisão deve ser individualizada e, em algumas situações, a convivência com pets pode até reduzir o risco de desenvolver alergias”, completa. 

No IMIP, o atendimento é realizado pelo serviço de Alergia e Imunologia Pediátrica, de forma integrada com especialidades como Pneumologia Pediátrica, Dermatologia, Otorrinolaringologia, Gastroenterologia e Nutrição. Além das consultas especializadas, o serviço oferece investigação diagnóstica, testes alérgicos e, quando indicado, tratamento com medicamentos imunobiológicos.

“O mais importante é manter a doença bem controlada. Isso começa com um diagnóstico correto e o seguimento das orientações médicas. Também é fundamental evitar restrições alimentares sem indicação médica, não suspender medicamentos por conta própria e ensinar a família a reconhecer os primeiros sinais de agravamento. As alergias são doenças crônicas, mas têm tratamento. Quando bem controladas, permitem que a criança frequente a escola, pratique esportes e tenha uma infância saudável e com qualidade de vida”, conclui o alergologista.

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