Férias escolares exigem equilíbrio entre liberdade e proteção

Férias escolares exigem equilíbrio entre liberdade e proteção
As férias trazem a tão esperada quebra na rotina e mais tempo livre para o lazer. No entanto, o período que deve ser sinônimo de descanso exige atenção redobrada dos pais. De acordo com a pediatra, Tereza Rebecca Melo, coordenadora da Saúde da Criança do IMIP, é preciso conciliar a autonomia dos pequenos com a prevenção de acidentes.
Para a médica, o tempo livre tem um valor imensurável no desenvolvimento infantil, especialmente em um cotidiano dominado pela tecnologia. “Brincar não é apenas entretenimento. É por meio das brincadeiras que as crianças desenvolvem a criatividade e fortalecem vínculos afetivos”, afirma, lembrando que o recesso oferece um espaço de descoberta muitas vezes reduzido durante o ano letivo.
Por outro lado, a maior permanência em casa ou os passeios em praias, piscinas e parques acendem o sinal de alerta para o aumento de afogamentos, quedas, queimaduras e intoxicações. Por isso, a supervisão dos adultos deve ser permanente. “Piscinas precisam de barreiras físicas e nunca se deve confiar apenas em boias. Em casa, remédios e produtos de limpeza devem ficar trancados e fora de alcance das crianças.”

Outro desafio dos pais e cuidadores é o uso excessivo de celulares e videogames. Tereza Rebecca pontua que o recesso surge como o momento ideal para reconectar os filhos com o mundo real. “O amadurecimento saudável depende da interação humana e de vivências ao ar livre, longe das telas”, orienta.
Mesmo quando os pais não conseguem conciliar as férias do trabalho com as escolares, pequenos momentos de atenção exclusiva fazem a diferença. Gestos simples como conversar, ler uma história ou permitir que o filho faça pequenas escolhas no dia a dia estimulam a autonomia e criam memórias afetivas. “Cabe aos adultos criar as condições para que os pequenos explorem e descansem em segurança”, conclui.


