IMIP alerta para a importância do tratamento adequado para dor crônica

Neste domingo, dia 05.07, é o Dia Nacional de Conscientização e Enfrentamento da Dor Crônica. Foto: Freepik
Neste domingo, dia 05.07, é o Dia Nacional de Conscientização e Enfrentamento da Dor Crônica. Foto: Freepik

IMIP alerta para a importância do tratamento adequado para dor crônica

Por Gustavo Henrique
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A dor persistente por meses, muitas vezes encarada como algo “normal” ou inevitável, pode comprometer a qualidade de vida. No Dia Nacional de Conscientização e Enfrentamento da Dor Crônica, celebrado em 5 de julho, o Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira (IMIP) chama a atenção para a necessidade de reconhecer a dor crônica como um problema de saúde que merece tratamento adequado.

Conviver com dor constante não deve ser encarado como algo inevitável. “A dor persistente precisa ser investigada porque, além de comprometer a qualidade de vida, pode indicar condições que necessitam de tratamento específico”, afirma o clínico geral do IMIP, Gustavo Miranda. Caracterizada pela permanência por mais de três meses, ela pode estar relacionada a diferentes doenças, como artrite, problemas na coluna, neuropatias, fibromialgia, sequelas de traumas ou cirurgias, além de outras condições clínicas. 

A dor crônica pode limitar atividades simples do dia a dia, prejudicar o sono, reduzir a capacidade para o trabalho, afetar o convívio social e favorecer o desenvolvimento de ansiedade e depressão. “Em muitos casos, ela deixa de ser apenas um sintoma e passa a ser uma condição de saúde que afeta aspectos físicos, emocionais e sociais da vida da pessoa”, explica o médico. Por isso, o cuidado deve considerar não apenas a causa da dor, mas também seus impactos sobre a vida do paciente.

O tratamento varia conforme a origem e a intensidade do quadro e pode envolver medicamentos, fisioterapia, prática orientada de atividade física, mudanças no estilo de vida e acompanhamento por diferentes profissionais de saúde, devendo ser individualizado. A automedicação, entretanto, representa um risco. “O uso frequente de analgésicos sem orientação médica pode mascarar doenças, provocar efeitos colaterais importantes e até causar novas complicações”, afirma.

De acordo com o especialista, hábitos saudáveis ajudam na prevenção e controle da dor crônica. Manter uma rotina de atividade física, controlar doenças como diabetes e hipertensão, evitar o tabagismo e buscar atendimento médico diante de dores persistentes são medidas que ajudam a reduzir o impacto dessa condição.

Instituído neste ano, o Dia Nacional de Conscientização e Enfrentamento da Dor Crônica passa a integrar o calendário nacional de saúde com o objetivo de ampliar o debate sobre essa condição, incentivar o diagnóstico precoce e promover a conscientização da população sobre a importância do tratamento adequado. A data reforça que a dor persistente não deve ser naturalizada e que seu enfrentamento é essencial para a promoção da qualidade de vida.

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