No Dia das Cardiopatias Congênitas, IMIP destaca papel do pré-natal e do diagnóstico precoce no cuidado aos bebês

No Dia das Cardiopatias Congênitas, IMIP destaca papel do pré-natal e do diagnóstico precoce no cuidado aos bebês
IMIP é referência em cardiopatia congênita

No Dia das Cardiopatias Congênitas, IMIP destaca papel do pré-natal e do diagnóstico precoce no cuidado aos bebês

Por Juliana Guerra
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As cardiopatias congênitas são alterações na formação do coração que ocorrem ainda durante o período de gestação. Estima-se que nasçam, em Pernambuco, de 2 mil a 3 mil crianças por ano com essas malformações. Em alusão ao Dia Nacional das Cardiopatias Congênitas, celebrado nesta sexta-feira (12), o Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira (IMIP) alerta para a importância do diagnóstico precoce, que pode fazer toda a diferença no desfecho dos casos.

“Nosso papel é justamente buscar esse diagnóstico o mais cedo possível. Quando encontramos uma suspeita ou confirmamos uma cardiopatia congênita ainda na gestação, passamos a acompanhar essa gravidez de forma individualizada, em conjunto com outras especialidades, para garantir que mãe e bebê recebam toda a assistência necessária antes, durante e após o nascimento”, ressalta a cardiologista pediátrica e coordenadora da UTI de Cirurgia Cardíaca Pediátrica do IMIP, Luziene Bonates.

O IMIP conta com um serviço estruturado de Medicina Fetal, responsável por identificar alterações no desenvolvimento do bebê ainda dentro do útero. A instituição também tem trajetória consolidada no cuidado materno-infantil e no atendimento de casos complexos. “Em relação às cardiopatias congênitas, há 25 anos nossa atuação permite que muitas famílias tenham acesso a diagnóstico, acompanhamento e assistência especializada dentro do próprio estado. Cerca de 190 procedimentos cirúrgicos são realizados no IMIP a cada ano”, explica a cardiologista pediátrica.

A especialista reforça que o diagnóstico ainda durante a gestação permite não apenas o planejamento do cuidado clínico, mas também um preparo mais seguro para a família. “Quando conseguimos identificar uma cardiopatia congênita ainda durante a gestação, temos a oportunidade de nos preparar para oferecer ao bebê os cuidados necessários desde o nascimento. O conhecimento reduz a angústia causada pela incerteza e ajuda os pais a enfrentarem esse momento com mais segurança e orientação”, detalha a médica.

Entre os dias 27 e 30 de abril, o IMIP sediou uma capacitação em parceria com o Hospital do Coração (HCor/SP), voltada ao fortalecimento das cirurgias cardíacas pediátricas em Pernambuco e à qualificação das equipes locais. “Esse intercâmbio representa um salto de qualidade para a nossa região. Não se trata apenas de transferência de técnica, mas de consolidar uma cultura de excelência e segurança no cuidado às crianças com cardiopatias congênitas. O IMIP reafirma, dessa forma, seu compromisso de ser referência regional”, afirma o coordenador-geral de Cardiologia do IMIP, o médico cirurgião cardiovascular Cristiano Berardo, que participou ativamente da inserção.

Quanto mais cedo ocorre a identificação, maiores são as chances de um acompanhamento adequado e de melhores desfechos. Nesse contexto, o pré-natal ganha papel central no rastreio de alterações. “Meu principal recado é que o pré-natal salva vidas. Muitas vezes ele é visto como rotina, mas é nesse período que conseguimos identificar precocemente diversas condições que podem impactar a saúde do bebê”, assegura Luziene Bonates.

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